Felipe Ferreira da Silva


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Mateus 24:36

Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.

Reflitam

09/02/2012 22:41

 

Das últimas duas semanas até hoje (na vdd quase três) tenho sido advertido, digamos assim, por meio de diversas mensagens, sobre minha vida cristã (meus amigos que não são da igreja diriam a "parte da vida solidária"). Lições aprendidas no Instituto sobre pecado, carne e Diabo; o filme "Para salvar uma vida" na Nova Sião e as discussões sobre empatia no R@daя têm me levado à uma constan...te reflexão, a qual muito me preocupa, não só pela minha conduta, mas pela de todos que compartilham da mesma fé que eu, como também da sociedade em si.


Hoje de manhã, passei por uma situação que me deixou um tanto triste. Estava esperando o ônibus para encontrar meu amigo, Felipe Ferreira da Silva, quando encontro um senhor que estava em transição da sua loucura, causada pelo álcool, à sobriedade. Ele veio e me cumprimentar dizendo "Ei! Moreno." Pensei em ignorá-lo, mas logo me veio à mente os meus estudos de empatia, então lhe cumprimentei, mas... naquelas. Ele saiu e foi cumprimentar um garoto que estava do meu lado. Ficou falando de algo sobre "todos sermos iguais";"temos o sangue do mesmo jeito". O garoto apenas o cumprimentou por educação, nem olhou para o homem e, logo, subiu em seu ônibus. O senhor veio falar comigo. Num certo momento, percebi que o estava tratando que nem o garoto, eu sequer olhava para o rosto dele. Pensei se aquilo que estava fazendo seria a forma como Jesus o trataria. Claro que não. Envergonhado, olhei para o senhor. Sabe o que vi? Um ser humano que nem eu. Com problemas, dificuldades, dores. Ele tinha os olhos meio vidrados... buscava alguém com quem falar... mas não tinha ninguém... Percebi que parte do que ele falava era citações da Bíblia. Ele já ouvira da Palavra, e não apenas um pouco, mas muito. Ele se queixava de seus problemas, falava que ninguém o ajudava, o julgavam por ele ter poucos recursos, que poderia estar jogado na rua e ninguém ligaria nem sequer lhe dariam um copo de água (falou isso citado a passagem em Mateus, na qual Jesus fala da ajuda à um de seus pequeninos)... Eu não sei qual o problema dele, mas se o encontrássemos na rua pensaríamos "Bêbado" "Vagabundo" "Lixo da sociedade" ... mas quanto de nós pensaríamos por que ele chegou naquelas condições... ele poderia ter achado que era a única solução e que - quem sabe? -, além disso, só a morte (como aconteceu no filme citado no início). Me sentia incapaz de ajudá-lo. Observava-o e pensei "Meu Deus! Que tapa na cara!"...

Conversamos um pouco e me compadeci... no fim meu ônibus chegou, antes de ir embora perguntei seu nome... coisa que eu percebi que não tinha feito... era uma pessoa. Igual a mim, igual a você... Que não encontrava uma solução melhor para si... mas que já tinha uma semente plantada... pena que os trabalhadores são poucos, então não há quem cultive, ou melhor, muitos deles estão sendo negligentes, hipócritas... joios no meio do trigo... Agora, aos meus colegas cristãos:

NÓS muitas vezes, nem ligamos para essas pessoas, não as olhamos nos olhos e, se ajudamos, é só para tirarmos um peso de nós. Cristão significa pequeno Cristo, se recebemos esse adjetivo devemos honrá-lo. Empatia deve fazer parte da nossa vida. Devemos levar o Amor Incondicional de Deus às pessoas. Somos Luz do mundo. "Ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha" Não deixemos que nosso preconceito apague nossa luz.

 

Naum Roberto

Tesoureiro